segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Poesia e Melodia
Tantos papéis eu rasguei
Só tentando encontrar uma rima
Quantas poesias amassei!
Quantas noites tornaram-se meu dia!
Os compassos que inventei
As notas que toquei
Para chamar sua atenção
E eu sei que nada foi em vão!
A poesia solitária
Nada poderia esperar
Até que cruza em sua vida
A alegre melodia
Quais os sonhos que abdiquei?
E as coisas que deixei
Só para a minha poesia
Poder reencontrar sua melodia
A você, minha alegre melodia
Entrego minha poesia, de todo o coração
Pode parecer estranha a harmonia
Mas doce será a nossa canção
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Amor Disfarçado

Confuso é o meu jeito novo de amar
Que é frio quando quer ser quente
Que é sincero quando mente
Que ri quando quer chorar
Vai pra trás quando quer ir pra frente
Se afasta quando quer beijar
Esconde o que se sente
Que cala quando quer cantar
Um amor solitário e carente
De um coração enganador
Se disfarça de amor independente
Como quem evita a dor
Resguardo
Por que não volto a suspirar?
A sentir o coração descompensado,
A respiração a acelerar?
O que houve no passado
Que me fez ficar assim?
Será um resguardo sem fim?
Quanto tempo dura
Um auto-descaso?
Existe cura para tal machucado?
E será que alguém vai se importar?
Tentar ver um coração trancado
Não é missão fácil de realizar
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Te Culpar
Hoje eu só queria seu sorriso
Não precisava dizer nada
Não precisava fazer nada
Só estar comigo
Hoje eu te queria ao meu lado
Sem nenhum compromisso
Sem nada marcado
Como um amigo
Hoje eu queria respirar
Em paz aliviada
Só pra poder te culpar
Por eu estar apaixonada
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Não Foi Você?
Não foi você que me jurou amor?
Que jurou lutar por nós
Na desgraça do mundo,onde não há valor
Não era o nosso amor,da esperança,a voz?
Não foi você quem jurou nunca desistir?
Mesmo com as complicações da vida
A felicidade que eu te trazia
Não te fariam sempre insitir?
E agora,o que vai jurar?
Nunca mais me olhar ou falar?
Ignorar-me,até o fim dos tempos
Sua palavra agora deverá ter reconhecimento?
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Amor incondiconal
Eu amei demais, cada um de vocês
Amei a todos,com intensidade
E agora, o que fazer?
Qual de vocês amou-me de verdade?
Quem de vocês,a noite chorava?
E pela ilusões dos sonhos cedidas
Comigo sonhava?
E meu nome chamava,ao raiar do dia?
Por Deus, quem de vocês passou dias
Pensando em um gracejo?
Sem data ou compromisso
Apenas pelo desejo de um sorriso
E ainda pergunto:
Quem de vocês suspira
A cada música ouvida?
Eu amei,com todo o amor que eu tinha
E você que agora lê a poesia,
Deu de si tudo o que podia?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Início
Ainda mais,se de paixão imediata
Sem ter nenhuma garantia
Da felicidade conquistada
Mas que gostoso se torna
Quando sabemos deixar levar
Como quando o olhar se entorta
Com as mãos a se tocar
Nada é novo,mas parece
Exemplo é quando se enrubesce
No tímido anseio
Pelo primeiro beijo
As bobeiras de namoro
De início de paixão
Em assuntos ainda mornos
Não se mete o coração
Palhaço
Atenção respeitável público,com gracejos,eu vos apresento: um palhaço!
Um palhaço que não é triste,ou alegre por demasiado
É apenas um palhaço...
Que não sabe fazer rir,mas que tenta fazer rir,para que no fim possa sua função,então,cumprir.
Mas afinal,que raios de palhaço?!
Entra em cena sem texto decorado,marcação ensaiada,qualquer piada...nada!
E o público grita em ansiedade extasiada :"Faça uma palhaçada!!!!"
O palhaço acuado,tenta...
Nada...
Talvez leves risadas abafadas, mas nenhuma gargalhada!
Qual a vantagem em insistir? Eu sei,e você também pode perceber que esse palhaço deveria desistir!
Afinal,um palhaço não é um palhaço, se não faz seu público rir...
Mas...apesar do papel mal desempenhado (afinal,o público ficou decepcionado)
O palhaço gosta de ser um palhaço, mesmo sabendo que é um fracasso...
Pois saiu sob vaias...humilhado...
Talvez a culpa não seja só do palhaço!!
Ele estava acuado pelo público,que a peça já havia imaginado!!
Ou talvez...ele seja culpado por tê-los desapontado
Pois afinal...é um palhaço que não é triste ou alegre por demasiado...é somente um palhaço!
Obrigado e boa noite senhores,espero não ter-vos entediado.
Rara Amante
A futilidade não é o que desejo
Pois o que satisfaz a minha vida
Não são as jóias,mas os beijos
Não faço questão do sobrenome
Ou se andas a gastar as solas dos sapatos
Se suspiras o meu nome
Tanto fazem os contratos
Se quiser dar-me o merecido
Verá que sou rara amante
Termino pela falta de carinho
Não me reconquistas pelo diamante.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Cadê você?
E então, cadê você?
Meu telefone não toca
Você não veio me escrever
Ai,saudade que vem machuca
Por inteiro meu ser
Não responde
Não aparece mais
Será que os dias ensolarados
Te ficaram para trás?
Mas não agonias
Continuarei por aqui...
Não sei por quantos dias
Será que também esperaria por mim?
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